1. A Origem e a Tradição
A tradição do presépio tal como a conhecemos hoje teve início em 1223, quando São Francisco de Assis montou uma representação viva da Natividade numa gruta em Greccio, Itália. O objetivo era tornar a história bíblica mais compreensível para o povo, que muitas vezes não sabia ler. Com o passar dos séculos, as figuras vivas foram substituídas por esculturas de barro, madeira ou porcelana, espalhando-se pelas igrejas e, mais tarde, pelas casas de todo o mundo.
2. Elementos Principais
Um presépio clássico é composto por figuras centrais e simbólicas, cada uma com o seu significado:
O Menino Jesus: O centro da celebração, geralmente colocado na manjedoura apenas à meia-noite de 24 de dezembro.
Maria e José: Representam a Sagrada Família e a dedicação parental.
O Burro e o Boi: Simbolizam a humildade do local de nascimento e o conforto dos animais ao recém-nascido.
Os Pastores: Representam a humanidade comum e os primeiros a receber a notícia do nascimento.
Os Três Reis Magos: Simbolizam a união dos povos e o reconhecimento da divindade através das ofertas (ouro, incenso e mirra).
A Estrela de Belém: O guia espiritual que orienta o caminho para a luz.
3. Impacto Cultural
Embora a base seja religiosa, o presépio adaptou-se às diversas culturas mundiais:
Em Portugal: É comum o uso de musgo natural e a inclusão de figuras típicas da vida rural portuguesa (o moleiro, a lavadeira, o tocador de concertina).
Em Itália (Nápoles): Os presépios são verdadeiras obras de arte barroca, com cenários urbanos complexos.
Na América Latina: As figuras costumam ter traços indígenas e vestuários coloridos locais.
Curiosidade: O termo "presépio" deriva do latim praesaepe, que significa literalmente "curral" ou "manjedoura".